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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Não Vi, O Que Eu não Vivi




Quero tocar no assunto 'profissão vivida'. Uma diferença entre aprender uma profissão e, saber o que fazer com aquilo que você aprende, vai depender muito do berço que você teve.
Por 23 anos não precisei visitar nenhum doente no hospital, pois eu estava lá diariamente, tanto no hospital quanto na viatura do resgate; eu cuidava dele pessoalmente, eu o vestia quando ele estava desnudo, eu o banhava quando ele sujo não podia fazer sozinho, eu o medicava no horário certo, eu o alimentava quando ele estava faminto, eu estendia a mão à ele e um sorriso se voltava pra mim, com xícaras e xícaras de chá e leite para engolir o remédio amargo que cura, e mantinha o ambiente sempre limpo, fresco e arejado dentro e fora do corpo, dentro e fora do quarto, eu salvei de verdade milhões de pessoas acidentadas; 

Eu as socorri em tempo, e foram tantos acidentes, tantos que já perdi as contas, eu sorria para o desesperançado e moribundo só para dar alento à sua alma, e o fazia socorro com destreza sem nervosismo mas com segurança em meus atos; fiz diversas pessoas perseverar e vitoriar em suas fases difíceis, fui muleta de muita gente, curei muita gente, com as minhas mãos e minhas intenções, energia e tempos gastos de forma útil, dei carinho, atenção e cuidados à centenas de pacientes psiquiátricos e clínicos, troquei incansáveis curativos pós-cirurgicos sem contaminar nenhum e devolvi a vida dessas pessoas, me orgulho de nunca ter dado nenhum remédio errado, ofereci assistência à diabéticos, hipertensos, doentes cardíacos agudos e crônicos, ajudei engessar muitos ossos e todos consolidaram como deviam, higienizei muitos lares desse Brasil bem como seus moradores, levei oxigênio à muitos pulmões, filtrei muitos rins, e contribui para inúmeros fígados se regenerarem, devolvi a tez da pele pra muitos que tinham fogo selvagem e lúpus eritematoso, ensinei alunos de medicina, enfermagem, fisioterapia e farmácia, eu contribuí com muito mais! Curei almas perdidas, proferi oráculos certeiros, trabalhei duro e ainda trabalho duro; 

Uni corações que me agradecem até hoje, e também vi muita gente morrer na minha frente porque era chegada a hora, Deus também mata e quando ele faz isso sem precisar de um humano, chamamos isso de destino mas quando ele faz isso usando um humano chamamos isso de assassino, mas em fim.... Dei alegria pros meus pais, pro meu filho, e pros amores que passaram por minha vida, alguns eternos, outros nem lembro mais... em fim, amor pra família toda; tentei fazer com que alguns patrões não mexessem no meu destino impedindo-os de dar um caminho diferente do que eu queria pra minha vida, algumas vezes tive sucesso outras nem tanto, me revoltei e me recompus, tive ajuda de amigos-irmãos que me curaram e me deram dom de curar; ajudei velhinhas atravessar ruas, fiz parto de 2 mulheres que nunca esquecerei, ambas tiveram seus lindos filhos que choraram pela primeira vez na minha frente sob minhas mãos e hoje devem estar adultos; vi gente que nunca fumou morrer de câncer no pulmão, e vi atletas saudáveis morrerem aos 20 anos – todos atropelados ou infartados; 

Ainda me recordo do primeiro paciente portador de Aids e lembro o horror que isso causava não só nas vítimas, todos tivemos de ser ensinados a sermos mais humanos pra estarmos prontos pro que viria; vi políticos falarem que vão consertar a saúde desde os anos 80, vi o fim da idade industrial e início da idade da informação, e vi a promessa ficar só na promessa, fui um dos caras pintadas em 1992 que ajudou derrubar o Collor, acompanhei com tristeza a guerra Irã-iraque e com o coração apertado acompanhei o bombardeamento que os EUA fez na Líbia em 86 e refleti muito sobre fim do mundo e o quanto somos valorosos demais pra não nos perdermos de nós mesmos, entre outras guerras que vi; eu tava ali quando foi iniciado o movimento ‘Diretas Já’ em 84, eu me lembro quando Amapá e Roraima deixaram de ser territórios e se tornaram Estados da Federação Brasileira em 88; chorei com o que aconteceu ao Tancredo porque ele era amigo do meu avô, e vi o fim da Ditadura em 85; eu vivi a promulgação da Constituição Federal de 88 e vi Tocantins sendo criado; eu dancei ‘Wang Chung’ com sua super música ‘Everybody Have Fun Tonight’ ao lado de pessoas maravilhosas em 86 quando ainda tínhamos as discotecas e amigos eternos dos quais ainda são; tentei ser forte quando achei que não conseguiria e consegui; dei e recebi exemplos; 

Retribui todas as gentilezas que já me foram feitas, e retribui quase todas as indelicadezas que me fizeram, algumas com exemplos, outras eu nem perdi tempo porque pra certas pessoas não se consegue simplesmente ensinar nada quando elas não querem aprender porque pensam que já sabem tudo; quando não pude estar presente, eu me fazia presente por telefone, telegrama, carta comum e ainda hoje por SMS; cada pessoa que passou por minha vida me deixou uma lição de presente, e sou grato de verdade à todos; fui útil e ainda tento ser quando eu realmente me disponho; perdi (por morte natural) amigos-irmãos, familiares e pessoas próximas os quais ainda amo no coração; também perdi chances de participar da vida de pessoas extraordinárias e contribuir com elas; fiz deprimido rir, vagabundo trabalhar, potenciais suicidas amar a vida; fiz rapel num desfiladeiro no interior de SP só pra buscar um pé que estava dentro de um tênis que foi amputado de um motoqueiro durante um acidente, e conseguimos reimplantar com sucesso; chorei igual criança ao me ver impotente frente à um motorista de caminhão que tombou na estrada e ficou preso nas ferragens e olhava pra mim com esperança, não conseguiu sair nem nós conseguimos retirá-lo de lá por falta de recursos e eu fui a última pessoa que aqueles olhos viu, eu tava lá apertando sua mão e rezando por ele para que Deus o encaminhasse pra um lugar bom; 

Levei muitos irmãos espirituais à conhecerem o caminho holístico e a perceber que Dogmas não levam ninguém a lugar nenhum; ajudei muita gente a parar de olhar pros seus umbigos e oferecer o que tem de melhor pro mundo; curei febres fracas e fortes; curei filhos dos outros e os que considero como se meus fossem; fiz pontes entre pessoas grandes e pequenas, fiz faculdade de Direito e muitos outros cursos; fui desenhista e com meus desenhos levei inspiração à muita gente, assim como fui inspirado por muitos amigos artistas também; estimulei as virtudes de muitos; brinquei, opinei, pesquisei, escrevi artigos e livros; incentivo a motivação em todos que se simpatizam; fui e ainda sou capaz de compreender os problemas de todos, mas quando eu precisei, a pessoa que eu mais queria que me desse colo, não foi capaz. Quem são esses ‘nobres’ que mal saíram da casca do ovo e já se acham no direito de apontar o dedo na nossa cara e nos julgar por um único erro que cometemos? (ou que pelo menos ele julguem como sendo erros). 

A idade chega pra todos viu!!! Ou não né, alguns morrem cedo outros morreram em vida, ou enquanto ainda estão vivos, estão mortos por dentro! Já faz tempo que educação vinha de berço; Experiência é tudo! A prática é a mãe da teoria. Vi professores sem dom algum, e vi professores legítimos com seus diversos dons de ensinar e educar, até mesmo fora da sala de aula. A nossa lembrança é fantástica, porque sempre podemos acessar as memórias, e nesse momento lembro-me de cada professor e professora que eu quis homenagear anualmente por terem me ensinado as calçadas e asfaltos que pavimentaram as ruas desse meu berço, e muitos eu tive ensinando-me dentro de casa. Muitos professores devem ser lembrados no dia 15 de outubro, e não é só por mim, mas há aqueles que marcaram nossas vidas, marcou a sua, a minha, que me ensinou a questionar tudo, entender as letras, foi além do conteúdo programático e me fez pensar, mostrou assuntos e mais assuntos que despertaram a forma que eu vejo o mundo hoje. Alguns nem merecem o meu respeito, porque nem todos honraram o ofício que escolheram ou simplesmente não valorizam tudo o que eu já vi nessa vida, não levam nada disso em consideração, não aprimoram aquilo que eu já aprendi; mas há muitos que merecem, dentre esses, destaco aqui um, um só, que fez meu coração tirar o chapéu, por perder seu precioso tempo educando meu coração! Mas seria injusto eu destacar somente um, desde que esse privilégio é dos outros tantos também, então há aquela professora que educou a minha mente, há aquela que educou a minha alma, há aqueles que educaram meu caráter, há aqueles que educaram meu espírito de tantas e tantas formas, e há os que virão! A todos, a minha sincera honra.

Já faz tempo que os pais deixaram de ensinar seus filhos a serem melhores; Hoje em dia só se dá valor pra escola formal, então vejam, a escola formal te dá competência técnica, não humanística! A educação que eu tive me ensinou a OFERECER MAIS de mim, e isso é Índole, é caráter, foi e ainda é Educação, e é de berço, foi aprimorada por competentes que até hoje PODEM (de poder) aprimorar tudo, não são somente professores, são mais que isso, são artesões da arte do saber! 


Eu não vi o que eu não vivi, esses 40 anos fizeram isso e muito mais comigo, não posso expor tudo senão não seria um ensaio mas sim, outro livro, mas uma coisa é certa: Martin Luther King deixou a conta somada pra nós: "Inteligência + Caráter = Objetivo da verdadeira educação."


E você, o que você viu? O que você fez com o que você já viu? Você aprimorou? Aprimorou a si mesmo por dentro e por fora? Sempre tem alguém disposto a lhe ensinar isso.
E eu agradeço por ter sido gerado e criado nesse berço de artesões! 

Obrigado!


Cléber Lupino Haddad

segunda-feira, 28 de maio de 2012

PSICANÁLISE DA FIDELIDADE



Depois de ouvir um amigo indignado lamentando fato recente, e aos berros esbravejar que “quem não põe chifre, leva!”...Fiquei pensando... Por qual motivo inventaram essa tal de “Fidelidade” se isso não é correspondente, próprio ou natural do animal racional? Pinguins, elefantes, cisnes e outros animais não juram amor eterno e são fiéis. Até que ponto o racional interfere pra pior? A certeza é que foi o ser humano quem inventou isso! Vocês já repararam que entre dois companheiros que se amam, ambos querem dominar um ao outro? Por que será que desejam tanto subjugar uns aos outros? Do que ambos tem medo? Será que um não percebe o quanto o outro tenta se doar no compromisso? Ou será que o outro não demonstra a certeza dessa doação ou compromisso com clareza? Incompetência ou falha de comportamento justamente por se tratar de uma pessoa que quer ser a outra ao invés de ser si própria?

Pois é, chamo de compromisso porque é este o respeito verdadeiro entre pares que se amam, uma vez que só o amor une as pessoas, e sendo assim o casamento é de fato uma instituição falida que, antes era o modo de controle que a igreja cristã com suas leis e seus dogmas usavam para controlar a massa.

Os seres humanos transformaram o casamento primitivo em instituição e com isso os juramentos de monogamia, sob a pena do pecado. E o mais interessante de tudo: não conseguem seguir suas próprias leis. Era preferível nada jurar... nada prometer... nada cobrar... E manter relações igualitárias...ou então, se você vai dar conta realmente de seguir as premissas cristãs da fidelidade, não deixe pontas soltas!!!! E cumpra com o que prometeu.

Entre o homem e a mulher, na cultura Judaico-Cristã até Deus é pai! Talvez tenham feito isso pra não criar os filhos dos outros, pra não dividir suas terras, por egoísmo, orgulho, posse, insegurança, e para que Deus seja o culpado de tudo, assim, ele é Deus e leva os pecados da humanidade embora. Instituição arruinada é o casamento desde seu nascedouro, pelo menos isso é fato entre “ovelhas” que necessitam do controle.  Você já imaginou ter de ficar casado por anos e anos por que a igreja manda que assim seja feito, mesmo depois que o interesse feito de amor desaparece para dar lugar às ideologias alheias de olhos jovens? E quando seu coração e seu sexo pedem socorro, o que você faz?

Entre casais do mesmo sexo o casamento é chamado de união estável, coisa que deveria ser nome para os casais de sexo oposto também, contudo, entre casais homoafetivos a união legítima se realiza enquanto há o amor ou o interesse feito de amor. Quando isso acaba, a união acaba também, pois não há lei, filhos, dogma ou regra que amarre o casal que não se ama mais ou que não se entende mais. Isso é uma atitude e condutas naturais que se pautam em sentimentos bons e saudáveis, não deve ser regulamentado pois o Estado não pode mandar e invadir os seus sentimentos.

Em nome dessa “pseudofidelidade” homens e mulheres se privam do prazer, se culpam quando não se privam e sofrem por que se culpam e não conseguem manter seu juramento, e esse hábito também foi projetado para os casais do mesmo sexo, servindo de modelo que carrega culpa por não conseguir cumprir a lei da fidelidade, então as cobranças começam e junto com elas vem a projeção... já ouviram dizer que onde há fumaça há fogo? Por mais que se arrependam, tornam a cair em tentação. São fiéis a qualquer coisa menos aos seus desejos. Que esdrúxula sociedade cínica que construíram né!!! Me excluo dessa construção forçosa pois nunca compactuei com ela.

Seria bom que as pessoas se mantivessem fiéis a sua relação monogâmica por desejo próprio, não por obrigação ditada por regra ou lei religiosa. Fiéis porque seu desejo nada mais comporta do que aquele único e exclusivo “objeto” escolhido. Mas não... Te ensinaram a fazer péssimas escolhas. Não conseguimos nos manter fiéis ao nosso parceiro porque, talvez, no fundo da alma, ele não era bem o que desejávamos, e de repente o autoengano se esclarece. Não escolhemos as pessoas que vão viver ao nosso lado de forma inteira, escolhemos fragmentos de gente, e olha, bem poucos são pessoas inteiras viu. Amamos um ser esquartejado, uma bunda, uma barriga, um rosto bonito, um peito, um pescoço, um sorriso ou uma alegoria. Vivemos no barbante das escolhas. Um belo corpo ou as raras vezes a beleza interior, uma gorda conta bancária, poder ou liderança, performance sexual ou carinho, e ainda, amamos o que os amigos dizem...que dilema... As pessoas se esqueceram de amar quem tem caráter. E o duro é que quando se dão conta do seu próprio erro de escolha de vida, ainda saem por ai culpando o outro após a separação. Mas claro.... longe de você essa coisa de macular a sua própria imagem perante seus amigos e sociedade né! Nesse modelo o erro sempre é do outro e você não chama a responsabilidade dos seus atos e escolhas pra si. Você se esqueceu que você é ou está sendo irresponsável e ainda por cima está demonstrando isso em público. Sem contar aqueles que tudo querem, inclusive status dinheiro e poder, e vivem perseguindo um ser mitológico e acossando a moda ao mesmo tempo, baseados nas próprias exigências internas, as exigências do ego, e o padrão do ter de emagrecer ou fazer academia para poder se sentir amado por alguém, enquanto se esquece de seus padrões fisiológicos que lhe são naturais, que, por serem naturais não podem lhe fazer mal, pelo menos não podem fazer mais mal pra si mesmo do que você já vem fazendo consigo. E na boa, não há coisa mais mal caráter do que você sair de uma relação e em seguida ficar metendo o pau no ex pela internet ou fora dela. 


Isso revela a ausência do seu caráter, não o dele. Num tem nada mais bocó do que você tentar mostrar pra todo mundo as falhas do seu ex-amor, aquele que tanto lhe serviu nas noites frias da alma, à quem lhe deu alento, carinho, amor e sexo e foi fiel e leal sem deixar pontas soltas, à quem você deveria ser o primeiro amigo antes de mais nada e defendê-lo pela frente e nas costas, àquele que ficou do seu lado mesmo quando você se esqueceu de si mesmo e começou a invejar e concorrer com um amigo à quem lhe era seu objeto de paixão à quem você queria ser melhor que ele (modelo errado).

Algumas pessoas fazem do ex-companheiro amoroso um vilão ardil logo que terminam o relacionamento mas o fato é que quem é o verdadeiro vilão ardil é quem ensina ou faz os outros serem, desde que até para isso há um mestre.

Muitos homens ainda procuram as esposas dedicadas ao lar, prendadas, amorosas, submissas e dependentes pra casar e depois reclamam que elas não querem sexo, não são ambiciosas, não tem iniciativa e são um xarope. As mulheres escolhem os provedores, poderosos, protetores e fortes para se casarem e depois reclamam que eles priorizam o trabalho e são um poço de insensibilidade. 

Homens e mulheres escolhendo pessoas segundo os pré-requisitos sociais e não os íntimos. Ficamos sempre na expectativa que os nossos parceiros nos surpreendam!! Difícil...mais difícil ainda é esperar que seu parceiro possa lhe surpreender quando na verdade você é o dono de todas as surpresas, não dá pra esperar que alguém seja melhor que você naquilo que você e só você é,...eu diria: você ta esperando ou pondo expectativas demais no outro ou ainda está projetando no outro aquilo que você deve fazer para ele e por ele. Sem contar aqueles que escolhem, inconscientemente, os safados e safadas para sentirem pena de si mesmos, e pior ainda são aqueles que sempre são vítima e fazem a linha de vítima para conquistar o outro através da dor mostrada pela empatia. Já ia me esquecendo, também existem aqueles que querem esculpir uma pedra bruta sem que a pedra bruta queira melhorar a si mesma pelas mãos do outro, nesse caso há o engodo de que ele acha que ele mesmo pode se melhorar a partir de si mesmo ou de sua própria expectativa, enquanto se esquece que ninguém dá o que não tem, nem pra si mesmo!

Passam anos da sua vida tentando transformar o seu amado em outra pessoa e depois sente falta do original. Você certamente já ouviu alguém dizer: “eu amava aquele fulano que você era, não esse que você se tornou” Um alguém que seja “meio barro, meio tijolo e meio cimento e meio goma” Comovente! Um meio num sei que será sempre um meio-amor.

Talvez fosse correto afirmar a busca de um inteiro, assim, dois inteiros vivendo juntos uma vida a dois, já que ninguém é a metade do outro, e você se reconheceria como uma pessoa inteira, a qual ninguém pode te fazer feliz porque você já é! E assim esse sentimento vai transbordar pro mundo e você poderá dar o que tem, sem exigir fidelidade. É correto dizer que nós temos de estimular no outro o que ele tem de melhor, não o que ele tem de pior, assim você cresce e leva junto consigo o outro ao invés de empurrar ele pro buraco.

Na maioria das vezes eles querem uma mãe e elas querem um pai. E às vezes querem os dois num único só corpo. Será que nunca vão conseguir sair desse ciclo neurótico do Complexo de Édipo? Quando será que amadurecerá? Quantas eras precisará passar para o ser humano aprender rosquear uma lâmpada quando precisar de luz?

Quando conseguiremos viver sem preconceitos ao lado daquele ou daquela que pode existir ao nosso lado sem se anular, sem ser subjugado pelo nosso desejo egoísta? Quando será que, olhando nos olhos de alguém poderemos dizer a esse alguém que ele é livre para existir e desejar?
Mas pérai, ele é livre pra existir e desejar desde que não tenha prometido nem exigido fidelidade do outro e para com o outro (que é seu companheiro), pois de nada adianta jurar compromisso, fidelidade e lealdade e depois querer ser livre pra existir e desejar e se esquecer daquele que te ama, o qual ainda aguarda e espera de você que você continue cumprindo com sua palavra dada.

Quando será que nos relacionaremos com o outro, haverá confiança de igual para igual, haverá sinceridade real?, (aquela sinceridade que é sinceridade, não uma mera balela pra tapar ouvidos dita da boca pra fora), assumindo nossos desejos...e principalmente...assumindo O COMPROMISSO sem se esquecer das palavras que foram usadas para fazer paz de espírito e conforto à pessoa amada numa hora, e que quando quebradas evocaram o contrário, logicamente. Promessa é dívida.

Parece que quando tudo é um mar de rosas, você promete o mundo e o fundo, mas depois, quando surge uma crise com seu parceiro, será que você é capaz de fazer tudo para ambos superarem a crise e permanecerem juntos? Ou será que a única coisa que você é capaz é se inutilizar, se esconder, ficar sem atitudes (as atitudes que o outro precisa, via de promessa) para se sentir querido e amado?!
Respeitar a liberdade do outro, é saber esperar, mas tudo tem prazo e limite, não abuse do limite do outro, sob pena que você ser ferido intensamente. Nesse caso, reflita onde você contribuiu para chegar nesses limites e chame para si, a parcela de sua responsabilidade.

Será que somos capazes de respeitar a individualidade do outro sem impor a nossa ou será que temos de nos anular para apenas fazer a vontade do outro?


Será que é melhor continuarmos devorando-o até que ele deixe de existir? 

Fechem os olhos para tudo isso! E prendam suas almas! O desejo é uma sombra que nos persegue dia e noite, ele não dorme, ele grita e fala no corpo.

"Você também queria casar comigo"! é o que o outro diz à você, mas você nada faz para colaborar e cumprir com aquela promessa que fez no início do relacionamento. Percebeu que em matéria de amor, não há espaço para usar a razão? Então, por que você não para tudo e corre consertar o que precisa enquanto há tempo?

Arranquem suas máscaras e mostrem seus verdadeiros desejos ou adoeçam por não vivê-los. Escolher amores possíveis de dar conta de seus desejos não é impossível...principalmente quando estamos dispostos nós mesmos a dar o primeiro exemplo disso! O do compromisso leal e ausente de cobranças de fidelidade, desde que fidelidade nunca foi lealdade e nunca foi lei.

Gostaria mesmo, que alguém usasse sua inteligência para capacitar ainda mais a minha felicidade, não para promover meu desgosto! Mas isso é para poucos! Incapacitados são os que só querem fazer sua própria vontade, e lança para debaixo do tapete a vontade do companheiro. Num relacionamento à dois, ambos tem de vencer juntos, não há o time que está ganhando, há o relacionamento para sempre ser ajustado, e os dois fazerem dar certo, pois quando não dá certo a culpa é dos dois, mas pense, você tem compromisso com o erro? Se não tem, volte e conserte.

Um ser inteligente faz o seu relacionamento dar certo, senão, ta diplomado a falta de inteligência no amor.


Cléber 



O NAU-FRAGIL MARUJO NO MAR DO AMOR




Meu mar de amor,
Navego-te por entre canais, braços e pernas,
Devagarzinho meu dialeto se torna a balsa,
Em seu casulo de águas mornas e confortáveis,
Sempre há onde parar, estacionar, descansar e te abraçar,
Escorregando por entre sua face idólatra,
Permutando nossa embriaguez pelas bocas que se adulam,
A cada onda sua que me toca, uma queda minha em seu corpo,
Escuto!
Ouço!
Te absorvo!
As paredes de dentro são como logros que discorrem ao me por em duradoura cavalgada entre um tum-tum e outro,
Lanço-me sem timão,
Em sua direção,
Peito toca as costas molhadas,
Tremo de prazer,
Sacode-me em gozo o teu chacoalhar,
Mais fundo, nas profundezas,
Preparo-me para embocar,
Ainda que chova lá em cima,
Pálido e espumante,
Completo pra afogar o desfiladeiro do mar,
Onde nadam os ofídios ao se raiar,
Escuta!
Ouve!
Me absorve!
No arroio que abocanho feliz,
Bebo-te onde posso sorver,
São horas noturnas ou diurnas,
Que mergulho seu corpo no meu,
Abrasador, molhado, sereno,
O beijo avassalador de um molhado mar,
Que me eleva os passos,
E de cima aprecio-te por inteiro,
Tamanha grandeza e profundidade,
Como és lindo ó mar,
Quero te engolir com meus olhos,
Desde já,
Ainda não,
Só mais um pouco,
Mais, Agora!
No abraço deitado sou tragado por ti,
Drena, suga e consome,
De minha entrega, o prazer em murmúrios,
Agora sou teu,
Entre tuas mãos e coxas oceânicas,
Sou seu marujo,
E que sua correnteza me leve contigo,
Pois estou ausente de mim e dentro de ti,
Trago-te em meu íntimo,
E para sempre é muito tempo para ser naufrago em suas águas mortais, porém o fogo do amor é eterno e não há água que o apague, pois sempre estamos dispostos a amar!



Cléber



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A FUMAÇA DO MAL DIREITO BATEU NO SEU TETO?



Diga NÃO ao teto remuneratório dos interinos das unidades de serviço extrajudicial!!!

Queridos brasileiros e cartorários,
Carecemos de justiça para fazer valer o direito resguardado em favor do mandado de segurança que a Associação dos Notários e Registradores do Brasil impetrou contra o ato do Corregedor Nacional de Justiça. Este último criou o teto dos servidores interinos, e na decisão judicial do relator Ministro Gilmar Mandes consta: “para suspender os efeitos da decisão do Corregedor Nacional de Justiça.”

Se olharem de perto as leis, se pode constatar o óbvio (que o teto é e sempre será ilegal), até porque, não vislumbra-se nesse país todas as emergências notórias, pois se assim fosse, os legisladores (pensadores e fazedores de leis) anteviam todos os problemas que assolam o país e tomariam medidas mais funcionais.

Há coisas mais importantes para se preocuparem, do que o teto remuneratório dos cartorários.
Há cartórios no Brasil, que percebem emolumentos abaixo de 10 mil. Esses, estão em prejuízo total com esse teto remuneratório esdrúxulo, haja vista que o “dono” do cartório terá de recolher inúmeros impostos do próprio bolso e não sobrará praticamente nada pra ele.

Outro exemplo é quando o concursado morre. A casa onde funciona o cartório era dele, e agora pertence a família. Esta por sua vez resolve alugar o local para o substituto legalmente nomeado, fazendo um contrato com valor excessivo, sendo que não deixa outra escolha para o substituto, uma vez que ele não tem como tomar outra providencia, assina então o contrato para que possa exercer seu novo cargo de substituto. Na cidade não há outro local disponível no como tem de ser para o funcionamento de um cartório, e o substituto não tem condições de construir um, afinal ele é só um substituto.
A família enriquece ilicitamente e o substituto empobrece e nem desfruta da paz de espírito.

O artigo 28 da Lei n. 8.935/94 é claro ao afirmar:

“Art. 28. Os notários e oficiais de registro gozam de independência no exercício de suas atribuições, têm direito à percepção dos emolumentos integrais pelos atos praticados na serventia e só perderão a delegação nas hipóteses previstas em lei.” (lei anterior a do teto).

Titulares, Interinos, Substitutos, Notários, Oficiais, são vários nomes para a mesma coisa/função/cargo, e possuem os mesmos direitos, desempenhos de atividades e lucros.

O artigo 37, XI, da Constituição Federal diz:

- “a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Es-taduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos;”

Sendo assim, o teto pleiteado não se aplica constitucionalmente aos serviços cartorários.
A lei do teto ofende a carta magna (Constituição Federal, que é a Lei maior deste país e a que dita regras para todas as demais leis e por isso ela não pode ser verticalmente nem horizontalmente contrariada).

Assim como os demais artigos e demais leis foram TODAS feitas pautadas nas regras de lei que há na CF, uma lei nova não pode e não deve ofender as que já existem, haja vista que depois de tanto tempo que os cartorários ganham dinheiro, porque só agora tem que vir um opositor? Quem realmente vai ganhar com esse teto?
A norma pleiteada que dá poder ao teto, é interesse de alguns poucos, não da maioria!

O artigo 236 da CF diz que “os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público.” A figura do "interino" é decorrência da extinção da delegação, e por causa disso, ficou entendido que um substituto legalmente amparado, desempenha as mesmas funções que um titular concursado, e por isso ele tem os mesmos direitos de receber a totalidade do que entra no cartório.
A única diferença entre um substituto hoje nesse cargo, e o concursado, é a temporalidade, pois o cargo suplente surge como provisório, pautado em lei.

Do resto são os mesmos direitos (ver artigo 28 da Lei n. 8.935/94).
Fazer uma lei para subjugar alguém é anticonstitucional, e essa coisa do teto vem causar submissão dos cartorários que por direito já gozavam de independência pelo artigo 28 citado, ainda que eles sejam os substitutos, por isso o teto é ilegal e ofende até mesmo o direito adquirido!
Se o mandado de segurança assegura direito liquido e certo, se é liquido e certo e o relator deu aval a liminar, para que precisa ir mais fundo nesse processo? Desde que se reconhece que o direito dos cartorários é liquido e certo então não há razão de continuar com o argumento do teto remuneratório, concordam?
Insistir nessa coisa do teto é abuso de poder público sobre os de caráter privado.

Mandado de Segurança é um remédio constitucional, trata-se de uma ação que serve para resguardar o Direito líquido e certo de alguém ou de alguma classe, direito este que não está amparado por Habeas Corpus ou Habeas Data, seja negado, ou mesmo ameaçado por autoridade pública ou agentes particulares no exercício de atribuições do poder público.

A Lei Federal nº 12.016, de 07 de Agosto de 2009, diz:

Art. 1.º - "Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça".

Sob o ângulo do risco, aponta a iminência de ser-lhe aplicado o teto remuneratório do funcionalismo público, mas isso é sofrer enquanto se cria regras limitadoras, por antecipação!
Os juízes precisam ser justos ao deferir a ordem para cassar definitivamente o ato proposto pela corregedoria que visa impor o teto remuneratório.

Esse teto é loucura, é utópico, ilegal e inconstitucional.

Um cartório em São Paulo possui um gasto mensal, só com os funcionários, superior aos 24 mil que seria o teto proposto. Não se pode ser conivente com a vontade do proposto legislador que impõe o teto em detrimento da realidade vivida pelos interinos cartorários, que por sua vez tem o mesmo direito líquido e certo em atuar e receber emolumentos como se um concursado fosse.
Liminar é uma ordem judicial provisória. É toda decisão judicial tomada "in limine litis", no início da lide. Muitas vezes a própria lei especial prevê expressamente essa possibilidade.

Há liminar cautelar: destinada à proteção de um direito (cautelar satisfativa) ou processo principal em razão da provável veracidade dos fundamentos invocados (fumus boni juris ou fumaça do bom direito) pelo requerente e da possibilidade de ocorrer dano grave ou irreparável (periculum in mora ou perigo da demora) em decorrência da demora da decisão judicial.

No direito brasileiro, a liminar é considerada gênero de tutela de urgência, da qual são espécies a tutela antecipada e a tutela cautelar.
Desde que o relator deferiu a liminar que proteje o direito pleiteado, é porque há veracidade dos fundamentos invocados, e o teto é o risco de dano irreparável neste caso!


Mais informações:

http://www.sinoregsp.org.br/



sexta-feira, 10 de setembro de 2010

CARLOS RENATO INVALDI - A HISTÓRIA DE SUA MORTE MISTERIOSA


POR TRÁS DAS CORTINAS DO TRUCIDAMENTO

Ninguém sabe ao certo o que se passou na tarde do dia 31 de agosto, que levou Carlos Renato Invaldi a desviar seu trajeto.
Ainda há uma névoa de mistério que encobre o assassinato do cabeleireiro, e há que se falar em achar as últimas peças do quebra-cabeça.
Sabemos que na data de 31 de agosto, a irmã de Carlos Renato Invaldi, o encontrou na hora do almoço, onde havia ouvido dele, que após fazer o serviço de banco iria abrir o salão, pois tinha clientes com hora marcada esperando atendimento naquela tarde toda.

O Cabeleireiro, de 42 anos, não tinha comportamento de “caçar sexo”, pois teve um relacionamento sólido, que durou pouco mais de oito anos, e antes disso já mostrava veleidade de ter um relacionamento sólido.
Recentemente, Carlos Renato estava apaixonado e era correspondido, não tinha o porquê “buscar” sexo fora, segundo informações colhidas dos amigos, ainda mais com clientes com hora marcada esperando por ele.

Na noite de 31 de agosto, a mãe de Carlos Renato tentou falar com ele por telefone e não conseguiu. No dia seguinte sua irmã foi até a casa dele, onde encontrou tudo fechado. Seu carro estava na garagem, mas sua moto não. Ao arrombar a casa, viu que o irmão não estava em casa “dormindo, nem morto”, e nada ali havia sido mexido. Consta que, em cima da mesa estava sua carteira com todos os documentos, menos o RG. Todas as luzes estavam apagadas, o que sugere que ele não voltou pra casa naquela tarde/noite, pois se tivesse ido para casa e saído à noite deixaria uma luz acesa.

Ele havia saído naquela terça feira, com sua moto e o RG apenas, e após fazer serviço de banco iria para o salão na Avenida Feijó.
A tocaia, provavelmente aconteceu bem no período pós-almoço, pois Carlos Renato não chegou abrir o salão, nem foi para casa.

Carlos Renato passou cinco dias desaparecido. A família consultou um amigo tarólogo, um astrólogo e um geomântico, revelando tais oráculos, uníssonos, expuseram apotegma de que ele estava preso num lugar de onde não podia sair e que não era em Araraquara, mas também não era longe dali.

A família lavrou um Boletim de Ocorrência, confeccionado no dia 2, de forma que o delegado Elton Negrini, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), tratou o assunto com muito respeito e atenção, e versou o caso como desaparecimento.

No sábado dia 4 de setembro, amigos e parentes, tanto cristãos, espíritas e bruxos, individualizaram orações e rituais, em prol do aparecimento do corpo físico do Carlos Renato, o qual abrolhou no dia 5 de setembro no início da noite. Acredita-se que a “magia” gerada tenha manipulado o destino fazendo com que o criminoso fosse impelido a usar a moto da vítima, trazendo luz sobre o paradeiro do desaparecido.


Everton Spinelli, 21 anos e desempregado, foi acuado por policiais militares enquanto passeava com a moto roubada na Avenida Francisco Vaz Filho, em Araraquara naquele início de noite. Ao fazer a pesquisa no sistema, os policiais descobriram que a moto pertencia ao cabeleireiro desaparecido. Everton foi detido, e confessou parte do crime, vejam bem, PARTE DO CRIME, sugerindo que havia mais participações nesse ato de horror. A moto de Invaldi era uma Honda CG de 150 cilindradas.

"Ele nos disse uma história estranha. Falou que os dois estavam na chácara, a vítima se sentou no poço e caiu sozinha lá embaixo. Assustado, ele fechou o poço com uma tampa e não contou pra ninguém."

Sabemos que ninguém senta pelado na beira de um poço e cai sozinho, todo golpeado e de ponta cabeça, com marcas de luta pelo corpo, sinais de golpe que sugere uso de arma branca e muito sangue.

Everton levou os policiais (Polícia Civil juntamente com o Corpo de Bombeiros) até a chácara e mostrou o poço usado para esconder Invaldi, onde admitiu tudo. O Corpo de Bombeiros acionado teve muito trabalho para retirar o cadáver do poço. O sargento Amarildo Garutti, dos Bombeiros, narrou que usaram ferramentas e aparelho próprio para esse tipo de resgate, o qual durou praticamente duas horas. O soldado Saladini desceu com uma corda e oxigênio e, juntamente com outros bombeiros, içou o corpo do cabeleireiro.


Carlos Renato Invaldi, de 42 anos, estava morto dentro de um poço numa chácara que fica na Rota 80, próxima à Avenida Manoel de Abreu, estrada que liga Araraquara a Américo Brasiliense. Ele, que estava desaparecido desde o dia 31 de agosto, foi golpeado, incisionado, morto e jogado no fundo de um poço com o mínimo de água, a 12 metros de profundidade. Everton Spinelli já está preso, e a polícia investiga a participação de mais indivíduos no crime, pois o crime não está totalmente esclarecido.

A morte de Carlos Renato Invaldi foi registrada como latrocínio [roubo seguido de morte], e o Everton deve ser processado por latrocínio e ocultação de cadáver.

Na delegacia, Everton declarou ter se encontrado com o cabeleireiro próximo à Penitenciária de Araraquara, no dia 31. A vítima, segundo ele, o teria chamado para fazer um programa sexual e ele aceitou. Os dois, então, foram até a chácara abandonada e ocupada pelo desempregado. Ali, de acordo com a polícia, os dois se desentenderam e dentro da casa havia marcas de sangue.


Ainda não está claro de que forma o desempregado atingiu o cabeleireiro no rosto e no resto do corpo. A suspeita é a de que ele o tenha ferido e matado dentro da casa, usando uma espécie de faca e martelo do qual desferiu diversos golpes e coronhadas na cabeça de Carlos. No entanto, provavelmente já sem vida ou agonizando, o cabeleireiro foi jogado nu dentro do poço. Havia marcas de diversas incisões nas pernas e nos braços, feitas por uso de algum material cortante.

O desempregado de 21 anos já respondeu criminalmente por outro latrocínio, e foi absolvido. Consta que ele e um homem de 39 anos foram acusados de matar o servente de pedreiro Antônio Carlos Alves, de 58 anos, que havia recebido R$ 800,00 de salário e estava em casa, no Jardim Biagioni, em 12 de junho do ano de 2009.


A família divulga que durante a construção de sua casa, Carlos presenciou o pedreiro contratado, roubando sacos de cimentos comprados por Carlos, e o pedreiro se desentendeu com ele, usando uma pá para agredir Carlos, que foi socorrido por vizinhos, e o pedreiro demitido.

Há uma aura de mistério que envolve o caso do assassinato de Carlos Renato, apesar disso, é notório que Everton não poderia ter feito o crime sozinho, muito menos jogado o corpo de um morto no poço, sozinho, uma vez que o peso do corpo morto se dobra e Everton é bem mais baixo e tem o tipo físico magro, bem mais fraco que o de Carlos.

Uma semana após o aparecimento do corpo do Carlos, consta que a polícia conseguiu prender o segundo elemento que participou do crime, e a história novamente foi revelada da seguinte forma:
"já na chácara, os dois entraram em luta corporal onde Everton que queria roubar o celular e a moto de Carlos, desferiu um golpe de faca no pescoço de Carlos, que caiu agonizando. Em seguida chegou o segundo elemento que ao ver a situação "acabou de fazer o serviço", e ambos jogaram o corpo no poço.
O nome do segundo elemento (já preso) não foi divulgado pela polícia, mas está relatado que o segundo elemento se entregou por livre e espontânea vontade.

Mais que entender a mente de um homicida, mais que solucionar um crime nos mínimos detalhes é compreender como se monta um quebra-cabeça com todas as peças verdadeiras, podendo esclarecer tão claro quanto cristalina é a água, e poder contar com uma polícia equipada e preparada para todos os tipos e casos de crime. Não dá pra fechar os olhos e amansar a cabeça se conformando com a desculpa de que nosso governo e país não fornecem competência à nossa polícia brasileira. A segurança pública é responsabilidade do Estado.

"Quem decide um caso sem ouvir a outra parte não pode ser considerado justo, ainda que decida com justiça." (Sêneca)

"Administrar reta justiça a todos, recompensando a justiça e o patriotismo, é a norma que regerá minhas ações." (José Francisco San Martin Matorras)

"Fazer a justiça esperar é uma injustiça." (Jean de La Bruyère)

"Não há nada mais relevante para a vida social que a formação do sentimento da justiça." (Rui Barbosa)

"É pior cometer uma injustiça do que sofrê-la, porque quem a comete transforma-se num injusto e quem a sofre não." (Sócrates)

"Perdoando demasiadamente aos que cometem faltas, fazemos uma injustiça contra os que não as cometem." (Basdassare Castiglione)

"Em um mundo injusto, aquele que clama por justiça é chamado de louco." (Leon Felipe Camino y Galicia)

"Não haverá justiça enquanto o homem empunhar uma faca ou uma arma e destruir aqueles que são mais fracos que ele." (Isaac Bashevis Singer)

"Permita que a justiça seja feita mesmo que os céus caiam." (Máxima Romana)

Artigo elaborado pelos amigos, IN MEMORIAM.